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No ano do seu centenário o CP estava em festa e as noitadas se estendiam do inicio de julho até setembro. O lema Sexo , drogas , rock and roll era seguido a risca,( não necessariamente nessa ordem) e as mães da galera estavam em polvorosa. Naquele ano muitos bons discos foram lançados e o costume era o mesmo; gravar em K7 , de preferência em um som da gradiente com o cabeçote bem limpo com álcool e cotonetes para depois ouvir nos toca-fitas TKR turbinados por equalizadores TOJO e reproduzidos em auto-falantes tri-axiais Selenium vindos do Paraguai. O formato de concha acústica do fusca dava o toque final na reprodução sonora, que, diga-se de passagem era excelente. Nas pracinhas, no Zóca e em frente a Adega eram os pontos estratégicos da turma do rock and roll. Um dos petardos lançados naquele ano foi o terceiro álbum da Plebe Rude que trazia letras politicamente corretas e um som limpo e de muito bom gosto. Repare no riff Gibson limpa de ´´a serra`` e na combinação de duas letras cantadas simultaneamente, o que se tornou uma marca registrada da Plebe,ouça também em ´´outro lugar`` o mesmo efeito junto aos tambores criando uma sonoridade bem particular. Muito criticado por quem já não curtia a banda, esse disco foi gravado em um clima tenso entre os integrantes e a gravadora EMI , que esperava uma continuação do sucesso dos dois LPs anteriores com vendas acima de 250 mil copias. Sendo todo gravado com a banda tocando ao vivo no estúdio no ano de 88 e somente lançado em 89,o disco poderia ter o título de ´´A serra`` ou ´´O plebicito``, mas um desacordo entre os integrantes fez com que saísse sem título mesmo. Músicas como ´´repente`` que fala de cada capital e estado brasileiro acompanhado pelo rítmo local e com duração de 6 min mostra que a Plebe dava a cara a bater, e o mesmo pode ser notado em ´´plebiscito``, que demonstra o grau de intelectualidade dos Plebeus. Em uma época onde havíamos recém saídos de 20 anos de ditadura ,a Plebe Rude marcou a ferro e fogo seu lugar na história do rock nacional.
4 comentários:
Hehehehehehe, eu vivi essa época! Adoro Plebe! Aprendi a gostar com o Gugu!
e isso ai pri, o gugas antes de se tornar um yuppie ja foi um dos tripes do rock and roll no CP.
Recomendo a todos que curtiram ouvir tambem "Nunca fomos tao brasileiros" e "o concreto ja rachou"" que sao perolas do rock nacional.
Cláudio Antonio
Plebe é nota mil, representando o momento que Brasília viveu. Bom demais ...
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